Sentir o joelho “travado” ao levantar da cadeira, ouvir estalos ao subir escadas ou notar que a dor aparece depois de uma caminhada mais longa. Essas queixas são muito comuns a partir dos 45 anos e, muitas vezes, estão ligadas à artrose no joelho.
A boa notícia é que ter artrose não significa, necessariamente, precisar de cirurgia. Existem caminhos para aliviar a dor e manter o joelho em movimento. Neste artigo, explicamos de forma simples o que é a artrose, como ela costuma se manifestar e quais são as opções de tratamento sem cirurgia.
O que é a artrose no joelho
As pontas dos ossos do joelho são revestidas por uma camada lisa chamada cartilagem. Ela funciona como um amortecedor, permitindo que os ossos deslizem um sobre o outro sem atrito. Com o passar dos anos, e por diversos fatores, essa cartilagem pode ir se desgastando. É esse desgaste que chamamos de artrose, também conhecida como osteoartrose.
Quando a cartilagem fica mais fina, a articulação perde parte da sua proteção. O resultado pode ser dor, inchaço e rigidez. Em alguns casos, o formato do joelho também muda um pouco ao longo do tempo.
A artrose não tem uma causa única. Idade, histórico familiar, lesões antigas, excesso de peso e o tipo de esforço feito no dia a dia podem contribuir. Por isso, cada pessoa vive a artrose de um jeito diferente.
Sinais mais comuns da artrose no joelho
Os sintomas costumam aparecer aos poucos. Fique atento se você percebe:
- Dor no joelho ao subir ou descer escadas
- Rigidez pela manhã ou depois de ficar muito tempo sentado
- Estalos ou sensação de “areia” dentro do joelho
- Inchaço que vai e volta
- Dificuldade para agachar, ajoelhar ou caminhar distâncias maiores
- Sensação de que o joelho está mais fraco ou instável
Ter um ou mais desses sinais não fecha o diagnóstico sozinho. A avaliação com o ortopedista, com exame físico e, quando necessário, exames de imagem, é o que permite entender o que está acontecendo no seu joelho.
É possível tratar a dor sem cirurgia?
Na maior parte das vezes, o tratamento da artrose começa sem cirurgia. O objetivo é reduzir a dor, melhorar o movimento e ajudar você a manter suas atividades, como caminhar, cuidar da casa, passear com os netos ou viajar.
Artrose não é sinônimo de cirurgia. Muitas pessoas conseguem controlar a dor e seguir ativas com um plano de tratamento bem conduzido.
O plano é montado de forma individual, de acordo com o grau de desgaste, a intensidade da dor, a rotina e as expectativas de cada paciente. Entre as opções mais usadas estão:
- Exercícios de fortalecimento: músculos da coxa mais fortes ajudam a proteger o joelho e a distribuir a carga de forma mais equilibrada.
- Controle de peso: menos peso significa menos carga sobre o joelho a cada passo.
- Ajustes na rotina: pequenas mudanças, como alternar atividades e evitar longos períodos parado, fazem diferença.
- Infiltração guiada por ultrassom: aplicação de medicamento dentro da articulação, com a imagem do ultrassom mostrando o local exato.
- Medicina regenerativa, como o PRP: pode ser considerada como tratamento complementar, conforme a avaliação.
Por que o ultrassom faz diferença
Quando a infiltração é indicada, fazê-la guiada por ultrassom permite ver, em tempo real, onde a agulha está e onde o medicamento está sendo aplicado. Isso traz mais precisão ao procedimento.
Os procedimentos são minimamente invasivos, feitos no próprio consultório e praticamente indolores. O paciente volta para casa no mesmo dia e, em geral, retoma a rotina seguindo orientações simples.
O que você pode fazer desde já
Enquanto aguarda a avaliação, alguns cuidados ajudam no dia a dia:
- Mantenha-se em movimento, com atividades leves como caminhada em terreno plano, bicicleta ergométrica ou hidroginástica
- Evite ficar muito tempo na mesma posição
- Prefira calçados confortáveis e com bom apoio
- Use o corrimão nas escadas
- Não se automedique por longos períodos
Esses cuidados não substituem a consulta, mas podem tornar os dias mais leves.
Quando procurar o ortopedista
Vale buscar uma avaliação se a dor no joelho dura mais de algumas semanas, se atrapalha o sono ou se está fazendo você deixar de lado atividades de que gosta. Quanto antes o quadro é entendido, mais opções costumam existir para cuidar do joelho.
Lembre-se: cada joelho tem a sua história. O tratamento adequado é sempre definido na consulta, depois de conversar com você e examinar a articulação com calma.
Se você convive com dor no joelho e quer entender suas opções, o Dr. Fernando Carvalho, ortopedista, atende no Tatuapé, no Itaim Bibi e também por consulta online. Fale com a equipe pelo WhatsApp e agende uma avaliação no seu tempo, sem compromisso de iniciar qualquer tratamento.